O balanço final da minha
experiência no Tema 1
A minha perceção antes de iniciar o
estudo nesta unidade curricular, prende-se com a experiência que aprendi, no
âmbito de outras ucs em pesquisa e de forma eletrónica, uma vez que este
mestrado é todo ele online. Portanto tinha já a ideia de que a e-research é uma
forma muito conveniente e eficiente de coleta de dados e informações, em
qualquer lugar e momento horário, desde que utilizando a web e usandos
dispositivos eletrónicos.
Entendo a e-research como uma opção
mais econômica e rápida em comparação com outros métodos de coleta de dados
mais tradicionais ou ainda entrevistas pessoais ou por telefone. Contudo tenho
a perceção de que alguma informação se encontra mal identificada, mal
explicada, e inclusive informação falsa e alterada que conduz a pesquisas
erradas; constatei nalguns motores de busca ao pesquisar. Também a desconfiança
e preocupação com segurança sobretudo com informações pessoais é ainda uma
forte componente a melhorar na proteção de dados, melhorando o anonimato e
privacidade.
O facto da e-research permitir o
acesso a uma diversidade de participantes de diferentes espaços geográficos,
culturas e perfis demográficos, pode constituir um fator enriquecedor no
alcance de resultados da pesquisa.
Com este estudo aprendi a sistematizar
conceitos e definições sobre e-research e a criar um mapa mental, refletindo
individualmente sobre o conjunto de informações que recolhi e também com as
informações dos restantes colegas. De forma colaborativa a turma foi
introduzindo conhecimento e de forma individual fui lendo, filtrando e
assimilando, conseguindo sistematizar e demonstrar via mapa mental a minha
aprendizagem. Assim, concluo que foi um processo construtivo e colaborativo,
com participação social em prol da minha aprendizagem individual.
O mapa evidencia a compreensão do
processo de aprendizagem do aluno, entendendo que este se manifesta pela
organização dos conceitos e a qualidade de suas relações. Traduz, de certa
forma, como está organizada a estrutura cognitiva, e revela concepções, domínio
do tema, lacunas, equívocos, criatividade na construção gráfica e nas idéias,
permitindo tomar consciência das dificuldades e avanços realizados (RUIZ-
MORENO, 2004b; ANASTASIOU e ALVES, 2003).
Como síntese
reflexiva, considero haver muitos aspetos positivos na pesquisa e-research,
desde logo o acesso a uma ampla variedade de fontes de dados, informação
académica, bancos de dados eletrônicos, publicações online, fóruns de
discussão, mídias sociais, entre outras fontes de informações relevantes.
Igualmente a forma rápida com que se pode coletar dados, traduz-se em muita
economia de tempo e na redução de custos associados à pesquisa online. Os
pesquisadores usufruem de flexibilidade, permitindo que utilizem horários
convenientes em função das suas necessidades e preferências.
Também a colaboração entre
pesquisadores de diferentes locais geográficos é um aspeto muito positivo,
podem trabalhar, colaborando e recorrendo a tecnologias de comunicação online,
como videoconferência e plataformas de partilha de documentos.
Algumas considerações acerca do
e-research como cautela são a ética, veracidade dos dados e amostras, proteção
dados e sem dúvida as limitações técnicas. É importante que os Todos estes aspetos
devem ser considerados para se evitar quaisquer riscos potenciais. Sendo o
e-research usado com ética e adequado ao estudo em questão é uma ferramenta
poderosa para o incremento do conhecimento em diversas áreas.
Neste tipo de aprendizagem
colaborativa sobre e-research, a partilha de conhecimento e experiência com os
colegas da turma para aprimorar o conhecimento e compreensão da temática,
torna-se crucial, mas implica tempo e dedicação, o que nem sempre dispomos.
Neste contexto, sugeria que se fossem fazendo os trabalhos planeando, construindo
e partilhando de forma mais frequente, será um esforço social para todos, onde
todos contribuímos e beneficiamos. A colaboração pode levar a uma compreensão
mais completa e diversificada da pesquisa eletrônica, resultando em projetos
mais eficazes e bem-sucedidos.
Por último resulta deste trabalho,
este portfólio, que apesar de pouco tempo para reflexão profunda, ainda assim,
procura ser um portfólio reflexivo que, segundo os autores,Santos, R.;
Nogueira, M. Carvalho, D.; Souza, M.; Oliveira, S.; Oliveira, M.; Lima, P.;
Silva, T.; Rodrigues, M.; Tavares, N.; Dergan, M.; Esteves, A.; Ferreira, I.;
Valois, R.; Sá, A. & Nascimento, M. (2021),” permita uma avaliação mais
abrangente do processo de ensino-aprendizagem, uma vez que leva em conta não
apenas o desempenho acadêmico, mas também o desenvolvimento pessoal e
profissional dos estudantes”. Além disso, os autores destacam que a prática de
autoavaliação promovida pelos portfólios reflexivos contribui para a formação
de profissionais mais críticos e reflexivos em relação à própria prática.
Bibliografia:
1- 1- Maria João Gomes M.J. (2006). PORTEFÓLIOS DIGITAIS:
REVISITANDO OS PRINCÍPIOS E RENOVANDO AS PRÁTICAS – Universidade Minho
2- 2- Santos, R.; Nogueira, M. Carvalho, D.; Souza, M.;
Oliveira, S.; Oliveira, M.; Lima, P.; Silva, T.; Rodrigues, M.; Tavares, N.;
Dergan, M.; Esteves, A.; Ferreira, I.; Valois, R.; Sá, A. & Nascimento, M.
(2021). Reflective
portfolio as an instrument of evaluation and self-evaluation in the
teaching-learning process: Experience of the stricto sensu, graduate program of
the master’s degree in nursing at Pará State University and Federal University
of Amazonas. Research.

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